Por Ingrid Alves
Pois é... o que dizer numa situação como essa? A notícia tomou vulto, como não poderia deixar de ser!
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/11/jovem-que-teria-participado-de-festa-universitaria-e-encontrado-morto.html
O estudante da Poli (USP) vem a São Carlos, participar do Corso da Tusca, e seu corpo é achado no outro dia no córrego que atravessa a cidade.
O que era para ser festa para todos, vira tragédia para alguns e pode até tirar o brilho desse evento tão importante, não só para a cidade, como para os universitários. E aqui não estou me referindo apenas às festas propriamente, estou falando dos jogos, da interação. Por alguns anos, enquanto fui aluna UFSCar, estive presente em Corsos, jogos, festas... sempre vestindo o dragãozinho vermelho da Federal estampado nas camisetas. Por isso, ver notícias assim abalam tanto.
Pela primeira vez o evento tinha apoio da Prefeitura e fazia parte do calendário municipal. Dizer que foi irresponsabilidade de uns ou outros não alivia uma morte, mas talvez faça com que outras sejam evitadas. Quantas vezes, nessas idas, vi jovens dormindo (ou desmaiados bêbados) nas portas das casas pelo caminho do Corso, quantas meninas agachadas fazendo xixi no meio de todos... quantos carregados... E tantos outros, curtindo a festa, numa boa, se divertindo...
A pergunta é: por que vamos a festas como a Tusca, InterUnesp, InterMed? Para viver? Para morrer?
Enquanto a polícia investiga as causas da morte do estudante em São Carlos, os jogos continuam, com algumas equipes exibindo uma faixa preta como luto... enquanto isso, tocamos as nossas vidas, esperando não sermos surpreendidos por notícias assim. Enquanto sabemos que nós já estivemos lá... sabemos que nós somos, cada um, responsáveis por nossas próprias vidas! Mas que às vezes morremos, quando achamos que estamos mais aproveitando a vida!
Talvez o texto tenha ficado confuso!
ResponderExcluirAssim como todas essas questões aí colocadas!
Espero me fazer entender.
Eu já não tenho paciência e saúde pra festas universitárias há vários anos, mas quando eu ainda frequentava algumas já via a coisa caminhando mal... não sei, sinceramente, qual a graça e o objetivo dessa galera.
ResponderExcluirA palavra "diversão" parece que mudou de significado e "responsabilidade" então nem se fala... sumiu do dicionário!
Realidade triste, juventude perdida e pior: dessas festas sairão os profissionais do futuro!
É isso mesmo Manu...
ResponderExcluirimagine pensar que nossos filhos terão aula com os professores que saem daí... ou nos consultaremos com esses médicos, por exemplo!!
Eu tenho medo.
Estava presente na Tusca e, inclusive, no Corso.
ResponderExcluirConcordo que o fato foi chocante e diante disso, pessoalmente, só posso concluir que foi uma tragédia.
A cada ano os jogos universitários tem crescido e tomado grandes proporções, apesar de acompanhar apenas há três anos, percebo que isso contribui para que eles tenham maior visibilidade e ganhem melhor infra-estrutura, proporcionando mais segurança às pessoas que, assim como eu, gostam e participam.
Não estou negligenciando a morte desse garoto e nem atestando que não houve erros por parte da organização, mas como a Ingrid mesmo citou, cada um de nós somos responsáveis por nossas próprias vidas.
Todos fazemos escolhas e nos divertimos da forma que melhor entendemos, então assumimos os riscos dessas atitudes.
Lamento o comentário equivocado sobre a formação dos universitários que participam desses eventos, generalizar nunca é uma boa opção e ainda afirmar que quem passa um feriado se divertindo dessa forma não tenha comprometimento suficiente com a graduação para se tornar um profissional competente, é um absurdo!