segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Correspondente de guerra

Por Ingrid Alves

Quando eu era garotinha, dizia à minha mãe que seria jornalista para cobrir guerras. Ela, claro, sempre morreu de medo que eu levasse a idéia adiante. Na verdade ela sempre morreu de medo que eu morresse de verdade executando essa idéia. Naquela época, falava-se em Guerra Fria, depois Guerra do Golfo, mais tarde no Iraque e por aí vai. Eu acompanhava tudo pela TV e pelas fotos nas revistas.
O fato é que cresci sem saber se falava porque queria mesmo ser correspondente de guerra ou se porque queria mesmo era ser jornalista independente de qualquer coisa.
Passados alguns anos vejo a guerra mais perto do que jamais achei que ela fosse chegar da minha casa. Ela acontece aqui, no Brasil, no Rio de Janeiro, na Cidade Maravilhosa. Sabemos quem são os inimigos mas não podemos vê-los. Não sabemos onde estão e quem está com eles.
Assisto aos noticiários não só para saber as informações, mas para ver por quem elas estão sendo passadas. Assisto para acompanhar o trabalho de cada jornalista que se arrisca por amor a profissão e a informação. Me imagino muitas vezes naquele lugar... não que eu não sinta medo pela vida, não que eu não sinta sofrimento por aquelas pessoas. Mas por amor a profissão e a informação. Por achar que a gente pode, sim, fazer a diferença; por achar que a gente pode, sim, vencer o mal. Por achar que o jornalista é muitas vezes o caminho que faz a diferença.
Por que tudo isso? JORNALISTAS TESTEMUNHAM OPERAÇÃO NO COMPLEXO DO ALEMÃO

 Assistam:


O Rio de Janeiro continua lindo...


Por Manoela Marques

Eu esperei, relutei, tentei não postar nada sobre o Rio de Janeiro por medo de me expressar demais e ser injusta, mas como nenhum outro “olhar” fez isso até agora, não consegui me segurar mais.

Essa história toda de ataques me fez passar por alguns estágios diferentes.

No primeiro eu senti indiferença, e das piores! Passava pelos noticiários absolutamente sem vontade de sequer saber “o que tem o Rio dessa vez?” Nem curiosidade, nada.

Em um segundo estágio, da curiosidade pela curiosidade dos outros como achei melhor chamar, resolvi me interar do que estava acontecendo. Ok, parou por aí. Afinal eu já tinha assistido Tropa 2 e achei tudo aquilo familiar demais.

Já no terceiro estágio, que ocorreu quando precisei me aprofundar no assunto por conta do trabalho, percebi que dessa vez era um pouco diferente. Talvez um pouco pior ou maior ou mais grave ou seilá... Comecei então a analisar como cada veículo mostrava o fato.

Para minha surpresa, eu, que dificilmente me abalo com esse tipo de problema social, estava achando a coisa mais feia do que divulgava a Globo, por exemplo. E olha que o governador de lá é petista, o que por si só já seria um agravante. Mas me dei conta que era o Rio, a cidade maravilhosa, a sede da Copa, das Olimpíadas, vixe!

Realmente a coisa era mais grave do que divulgavam e do que eu mesma ousava imaginar.

E não é que em um quarto estágio a polícia venceu? Fiquei besta, gente!
Eles fizeram agora o que poderiam ter feito em qualquer ocasião, ontem, hoje, sempre.

Por inveja do filme?
Por querer sair bem na foto de 2014? 2016?
Governo? Política? Mídia?
Tudo junto e misturado?

Estou agora aqui escrevendo esse post e vivenciando o quinto estágio. Da vergonha.

Eu não acredito no Brasil, desculpa, mas não dá. 
Não acho lindo ver bandido preso porque eu pagarei para que ele comande o tráfico de onde estiver.
Não acho lindo ver polícia devolvendo o morro para uma população que não é dona de nada daquilo ali.
Não acho lindo ver a mídia noticiando uma obrigação nunca antes prestada como se fosse um marco na história.
Não acho lindo ver apreensão de droga e arma depois que elas entraram aqui com uma facilidade inquestionável.

Não acho graça em ser feita de otária e não pago imposto para financiar esse circo.

Dou meses para que a situação volte a ser como era, se é que está de fato diferente, nesses complexos tão complexos. Esperem os jogos passarem que o “contrato” entre traficantes, governo e polícia termina. 

E fim!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Esse é nosso país

Por Fagner Pereira

Promotor pede condenação de Tiririca

Pedido, feito nas alegações finais do promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes, pode levar a prisão de até 5 anos

 

Bom em outra oportunidade expressei minha opinião sobre esse assunto e continuo pensando da mesma forma, já que estão tentando de todas as formas derrubar 1.353.820 votos que lhe foram dados.

Será que não deu pra entender ainda que são votos  de protesto dos eleitores, será que é difícil entender isso.

Enquanto se preocupam com a alfabetização de Tiririca vemos a situação do Brasil. Por exemplo o Rio de Janeiro como está, o duro que é daí pra pior.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vergonha da semana

Por Fagner Pereira

Será que os jogadores do Palmeiras ao verem essa cena sentirão alguma coisa, pelo menos vergonha deveriam ter.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Videorreportagem Blog Sob Cinco Olhares

Com produção, reportagem e imagens feitas por Manoela Marques, o vídeo destaca como o grupo chegou a um consenso sobre o trabalho de Jornalismo Responsável.

Até onde vai a paixão do torcedor

Por Fagner Pereira

Ontem na Arena da Fonte em Araraquara (SP) pude presenciar até onde vai a paixão de um torcedor pelo seu time. Sol escaldante com temperatura próxima aos 40º C, a torcida batucou o tempo todo; o estádio não estava lotado, mas teve boa presença de torcedores que moram na região.

O que mais me admira é o time perdendo a partida e a torcida não para um minuto, bonito de ver, outra coisa legal foi a presença das famílias, muitas mulheres e crianças. 




Tomara que os grandes clubes continuem mandando jogos no interior do estado, assim dando chance a quem gosta poder presitigar, ontem foi Palmeiras e Atlético/MG que acabou com a vitória do galo por 2 a 0. Uma nota importante fica por conta da torcida mineira que também compareceu. Já no dia 28 de novembro de 2010 próximo domingo seria Palmeiras e Fluminense, mas o verdão obteve o efeito suspensivo e a partida que pode definir o campeão brasileiro será na Arena Barueri.

sábado, 20 de novembro de 2010

Para que serve a lata de lixo?

Por Leliete Bizari



Um dos deveres básico de qualquer cidadão é o de não jogar lixo nas ruas. É por isso que encontramos lixeiras em lugares públicos, calçadas, esquinas, entradas de prédios e dentro de estabelecimentos.

No entando, pessoas de variadas classes sociais e idades insistem em se livrar de embalagens e objetos imediatamente após eles perderem o seu valor de uso.

Quantas vezes, caminhando pelas ruas da cidade, encontrei pessoas bebendo um refrigerante em lada ou comendo um chocolate, um salgadinho e, imediatamente após terminarem, abrem as mãos e deixam a embalagem cair ou as atiram de dentro do carro em movimento. Como assim??????

Eu fico me perguntando se dentro de suas casas elas também soltam os lixos pelo chão. DUVIDO!

Além da falta de educação e da falta de consciência coletiva, esta atitude demonstra uma total falta de conhecimento sobre as consequências deste ato (ou burrice mesmo).

Será que essas pessoas estão pensando que fazendo isso elas estão afetando a qualidade da água e o meio ambiente? Que jogando lixo nas ruas podem entupir bueiros e causar enchentes? ACHO QUE NÃO!

Então galera, vamos pensar um pouco mais! Este tipo de comportamento é uma vergonha!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

IPVA todo ano esse dilema

Por Fagner Pereira

Já está disponível no site para fazer o cálculo do IPVA


Engraçado o dinheiro pago é para melhoria das rodovias estaduais e ruas dos municípios. Aí vem a pergunta, porque pago o IPVA se as rodovias são privatizadas e tenho que pagar pedágio para viajar e a cada dia os valores são exorbitantes, ai penso que podemos viajar de onibus, tá bom, há cada aumento de tarifa do pedágio aumenta também a passagem.

Para se ter uma ideia uma viagem de Araraquara a São Paulo varia entre R$48,00 e R$51,00. Com isso estamos ficando escravos e para sair passear tem que economizar por um longo período para pagar os pedágios por onde for passar.

Um exemplo é a praça de pedágio de Itirapina que cobrava só a volta e Rio Claro que cobrava só a ida, agora será cobrado nos dois sentidos.

Celular X Música

Por Manoela Marques
Eu vou fugir um pouco do propósito do blog e falar de um assunto que não está na mídia, porém vou falar porque deveria estar.
É sobre as pessoas que possuem celular que toca musica e utilizam-se dele publicamente SEM FONE DE OUVIDO.
Eu acho uma afronta e uma falta de respeito.
Não bastasse sermos obrigados a ouvir, em alto volume, aquilo que essas pessoas chamam de música, ainda ficamos com a porcaria da letra na cabeça.
Sim, porque geralmente a musica não presta. Há certas coisas nessa vida que definitivamente não combinam e não ocorrem juntas e uma delas é o celular sem fone que toca Chico Buarque.
A coisa piora bem quando o indivíduo dança. SIMMMMM!!! Já aconteceu comigo de presenciar o fato em um ônibus que vinha lotado de estudantes. Não sei estudantes de que, enfim...
Mas o que me levou de fato a escrever esse post e justamente hoje foi que, além de ter vivido todo esse desprazer já descrito aqui e imaginado por cada um de vocês, leitores fieis, a criatura CANTAVAAAAAA... e, claro, eu decorei a letra do funk:
tu tem direito de sentar, tem o direito de quicar
tem o direito de sentar, de quicar, de rebolar
você também tem o direito de ficar caladinha
fica fica caladinha
caladinha caladinha vai”

Pronto, fiquei.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Por Danielle Aquino

Tá chegando! A ansiedade aumenta! Há dez anos acompanho a saga do bruxinho, que já cresceu e sabe muito bem o que quer, Harry Potter, e esperando a primeira parte do filme que encerra sua jornada.
O último filme da série, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, que será dividido em duas partes, estréia neste fim de semana e já está mobilizando os fãs, que estão esperando ansiosamente pelo filme. A data para estréia da segunda parte está marcada para julho de 2011.
Um filme onde Harry, Rony e Hermione terão que enfrentar grandes desafios na busca pelas Horcruxes, na descoberta sobre as relíquias da morte e na tentativa de destruir o bruxo das Trevas, Lord Valdemort. Sem a proteção de Dumbledore e com a amizade estremecida, os três bruxos, com certeza, nos proporcionarão cenas engraçadas e também dramáticas, principalmente nos momentos em que os garotos perdem pessoas queridas.
Assistindo aos trailers divulgados, fiquei pensando se este filme será fiel a história da inglesa J.K. Rowling, já que alguns dos filmes deixaram trechos importantes de fora, fato que gerou reclamações dos fãs mais fiéis da saga.
Após ler o livro pela segunda vez e tentar identificar as cenas divulgadas, tive a sensação de que Yates foi fiel e coerente com a mensagem de Rowling. O trailer mostra fragmentos de cenas que prometem tirar o fôlego e espero que a minha expectativa seja correspondida! Então, vamos ao cinema!
Até breve!

sábado, 13 de novembro de 2010

Morremos enquanto vivemos!

Por Ingrid Alves

Pois é... o que dizer numa situação como essa? A notícia tomou vulto, como não poderia deixar de ser!

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/11/jovem-que-teria-participado-de-festa-universitaria-e-encontrado-morto.html

O estudante da Poli (USP) vem a São Carlos, participar do Corso da Tusca, e seu corpo é achado no outro dia no córrego que atravessa a cidade.

O que era para ser festa para todos, vira tragédia para alguns e pode até tirar o brilho desse evento tão importante, não só para a cidade, como para os universitários. E aqui não estou me referindo apenas às festas propriamente, estou falando dos jogos, da interação. Por alguns anos, enquanto fui aluna UFSCar, estive presente em Corsos, jogos, festas... sempre vestindo o dragãozinho vermelho da Federal estampado nas camisetas. Por isso, ver notícias assim abalam tanto.

Pela primeira vez o evento tinha apoio da Prefeitura e fazia parte do calendário municipal. Dizer que foi irresponsabilidade de uns ou outros não alivia uma morte, mas talvez faça com que outras sejam evitadas. Quantas vezes, nessas idas, vi jovens dormindo (ou desmaiados bêbados) nas portas das casas pelo caminho do Corso, quantas meninas agachadas fazendo xixi no meio de todos... quantos carregados... E tantos outros, curtindo a festa, numa boa, se divertindo...

A pergunta é: por que vamos a festas como a Tusca, InterUnesp, InterMed? Para viver? Para morrer?

Enquanto a polícia investiga as causas da morte do estudante em São Carlos, os jogos continuam, com algumas equipes exibindo uma faixa preta como luto... enquanto isso, tocamos as nossas vidas, esperando não sermos surpreendidos por notícias assim. Enquanto sabemos que nós já estivemos lá... sabemos que nós somos, cada um, responsáveis por nossas próprias vidas! Mas que às vezes morremos, quando achamos que estamos mais aproveitando a vida!

domingo, 7 de novembro de 2010

Como pode?

Por Ingrid Alves

Alguém pode me explicar o que é o ENEM?
Tá, a sigla de Exame Nacional do Ensino Médio eu sei. Agora, o que está sendo dele nos últimos anos??

"REPÓRTER VAZA TEMA DE REDAÇÃO"
http://jc.uol.com.br/canal/vestibular/noticia/2010/11/07/confira-o-tema-completo-da-redacao-e-os-textos-de-apoio-para-os-feras-243369.php

Roubo de prova, vazamento de dados sigilosos na internet no ano passado... e agora celular no bolso e lápis na mão? Como assim? Tem também os cabeçalhos invertidos e a falta de informação de quem estava lá para informar...
(http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/07/para-mec-reporter-vazar-tema-da-redacao-nao-configura-falha-de-seguranca.jhtm)

Isso não é considerado falha para o MEC? Talvez só para o MEC!

Semana passada, três, dos Cinco Olhares, apresentaram um seminário sobre furo jornalístico e ética... Tudo a ver com o furo do repórter sobre o tema da redação do Enem 2010. Celular ligado no bolso, uma ida ao banheiro.. e pronto, torpedo para a redação... meia hora depois de iniciada a prova, o Brasil inteiro já sabia o que se pedia como tema da Redação.

Imagine a adrelina e quantos jornalistas não tiveram essa idéia mas não a colocaram em prática. Ponto positivo para o repórter de Pernambuco. Ponto negativo, mais uma vez, para os organizadores do Enem...

sábado, 6 de novembro de 2010

Querer não é poder

Por Leliete Bizari

Acredito que o PSDB perdeu uma grande oportunidade de voltar ao poder (não que eu queira isso).

O Lula é um líder nato, é o que Max Weber define como "líder carismático", mas e a Dilma? A Dilma era uma quase estranha até poucos meses atrás.

O erro do PSDB foi ter escolhido o Serra para candidato. Não considerava a Dilma uma forte candidata. Considerava o Serra fraco e interessado em apenas uma coisa: satisfazer sua grande ambição pessoal de ser presidente do Brasil.

Resultado: não conquistou, não chocou, não sensibilizou (nem mesmo com um grande atentado de bolinha de papel). Ficou!

Agora o PSDB ganhou mais quatro anos pra pensar melhor em quem será o seu representante, e é bom pensarem bem, pois além do duelo clássico (PT X PSDB), o PV voltará com Marina, a única que realmente surpreendeu nestas eleições.

Uma vez exercido o direito de voto e sagrados os vencedores do pleito eleitoral, a vontade popular está atendida.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O ridículo da imparcialidade

Por Manoela Marques


Li um artigo esta semana de Celso Lungaretti no Observatório da Imprensa.
Concordo. Em partes.
Realmente a Veja nem sempre é feliz em suas reportagens e “profecias”, afinal é um veículo de massa formador de opinião (que não deu certo desta vez) e que deveria limitar-se a fazer o que faz bem feito: denúncia!
Torcer e lutar por algo é uma coisa, imaginar isso e publicar é outra coisa.
Porém, aproveito a oportunidade pra defender o jornalismo parcial. Está na hora de deixar a hipocrisia de lado e assumir a opinião.
Quando o jornalismo surgiu era assim e surgiram dele importantes transformações até que veio a censura. Que tal voltar no tempo?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Que lição fica da eleição?

Por Manoela Marques

A Dilma não venceu a eleição. Ninguém sabe quem é a Dilma. Aliás, o pouco que sabem não é legal.
Quem venceu foi o Lula.
Quem venceu foi o marketing que envolve seu governo há oito longos anos.
Que o país melhorou é fato. Mas teria melhorado com qualquer um, pois era hora.
Independente do futuro, o que preocupa é o prejuízo que restou dessa campanha onde o queridinho líder de Estado desceu do palanque para comandar a facção que elegeu sua candidata.
Lula perdeu grandes oportunidades de permanecer calado e terminar seu legado com a “aprovação” que tanto fez questão de divulgar.
Mas e agora? E agora que ele conseguiu o que queria? Quem, afinal, vai governar o Brasil?
Eu já tinha medo da Dilma. Agora tenho medo do Lula.