Por Ingrid Alves
Quando eu era garotinha, dizia à minha mãe que seria jornalista para cobrir guerras. Ela, claro, sempre morreu de medo que eu levasse a idéia adiante. Na verdade ela sempre morreu de medo que eu morresse de verdade executando essa idéia. Naquela época, falava-se em Guerra Fria, depois Guerra do Golfo, mais tarde no Iraque e por aí vai. Eu acompanhava tudo pela TV e pelas fotos nas revistas.
O fato é que cresci sem saber se falava porque queria mesmo ser correspondente de guerra ou se porque queria mesmo era ser jornalista independente de qualquer coisa.
Passados alguns anos vejo a guerra mais perto do que jamais achei que ela fosse chegar da minha casa. Ela acontece aqui, no Brasil, no Rio de Janeiro, na Cidade Maravilhosa. Sabemos quem são os inimigos mas não podemos vê-los. Não sabemos onde estão e quem está com eles.
Assisto aos noticiários não só para saber as informações, mas para ver por quem elas estão sendo passadas. Assisto para acompanhar o trabalho de cada jornalista que se arrisca por amor a profissão e a informação. Me imagino muitas vezes naquele lugar... não que eu não sinta medo pela vida, não que eu não sinta sofrimento por aquelas pessoas. Mas por amor a profissão e a informação. Por achar que a gente pode, sim, fazer a diferença; por achar que a gente pode, sim, vencer o mal. Por achar que o jornalista é muitas vezes o caminho que faz a diferença.
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Assistam:

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