Por Ingrid Alves
Sabe aquela coisa de educação vir de casa? De respeitar os mais velhos? Há muito sabemos que não é bem assim com todos. Mas eu ainda me assusto quando vejo cenas de desrespeito aos mais velhos, aos portadores de necessidades especiais, às gestantes, às regras de trânsito, aos assentos reservados, às filas preferenciais, aos caixas rápidos...
Uma cena divulgada hoje mostra o desrespeito: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/12/imagens-mostram-briga-por-assento-dentro-de-trem-do-metro-de-sp.html. Como pode uma pessoa ser capaz de fazer isso? Isso é desrespeito.
Eis que acabo de ver a reportagem no noticiário e vou ao supermercado. Compro pão e panetone. Dirijo-me ao caixa rápido... máximo de 10 volumes. Atrás de mim, um homem e seu filho criança. Carrinho lotado. Eu, ainda educadamente, digo-lhe que aquele caixa é para no máximo 10 volumes. Ele, com cara de malandro, diz que acha que não terá problemas em passar por ali mesmo. O filho observa. As outras filas estão enormes.
Depois de passar meus dois volumes, saio lentamente para ouvir a seqüência. O atendente diz que não pode passar as compras do homem, ele insiste, o atendente persiste – “Se eu passar a do senhor terei que passar todas, e esse caixa é para 10 volumes”. O homem faz bico, quase o ouço xingar o caixa. O filho acompanha. E eu com aquela sensação de “eu não disse?”
Educação vem de casa.
A mesma cena, milhares de vezes, se repete com os caixas preferenciais, assentos preferenciais. Algumas vezes já fui até o final de uma enorme fila resgatar algum idoso para mostrar-lhe que ele tem uma fila só dele, e que o rapaz com a caixa de cerveja que está nela dará, sim, lugar a ele. (Ainda bem que ninguém nunca me tratou como a mal-educada do vídeo. Talvez morar numa cidade pequena ajude.)
Sabe aquela coisa de cada um fazer a sua parte? Às vezes podemos ajudar os outros fazer as deles também.
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